Human Rights Watch denuncia morte de civis no Iraque

A morte de mais de 1.000 civis iraquianos em bombardeios perpetrados pelas forças americanas e britânicas poderia ter sido evitada, denunciou a organização Human Rights Watch (HRW). Ainda segundo o grupo, as forças aliadas poderiam ter feito mais para impedir que a população civil fosse vítima de bombas mal dirigidas.O informe da HRW criticou igualmente as forças britânicas por não vigiar devidamente as munições e os explosivos abandonados pelos militares iraquianos. "As forças da coalizão tentam, no geral, não matar iraquianos que não participam de combates", disse o diretor-executivo do HRW, Kenneth Roth. "Mas as mortes de centenas de civis poderiam ter sido evitadas".O informe de 147 páginas indicou que as forças britânicas e americanas utilizaram quase 13.000 bombas de dispersão - que continham quase dois milhões de cargas explosivas individuais - durante a invasão. Mais de 1.000 civis foram mortos por essas bombas, segundo o informe, especialmente na cidade iraquiana de Hila.A organização diz que as incursões americanas contra o comando iraquiano foram baseadas em conversações telefônicas interceptadas, o que causou bombardeios imprecisos e baixas civis. Um ataque efetuado em 7 de abril contra Saddam Hussein, por exemplo, baseado em informações coletadas de uma interceptação telefônica, matou 18 civis e destruiu três casas de um bairro de Bagdá, afirmou o grupo.

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