Human Rights Watch pede o fim da repressão no Bahrein

O grupo Human Rights Watch (HRW) conclamou hoje o governo do Bahrein a pôr fim a sua campanha de repressão aos médicos e às enfermeiras que trataram os manifestantes feridos pelas forças de segurança nos protestos contra a monarquia sunita que controla o país.

AE, Agência Estado

18 de julho de 2011 | 20h58

As forças bareinitas de segurança vêm sufocando implacavelmente um levante popular no qual a maioria xiita busca mais liberdade e direitos nesta pequena mas estratégica nação insular do Golfo Pérsico. O escritório de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) denunciou em diversas ocasiões os abusos das autoridades do Bahrein contra os manifestantes.

Centenas de manifestantes e mais de 70 profissionais da medicina foram presos durante a repressão aos protestos, denuncia o HRW. Atualmente, 48 médicos e enfermeiras que trataram manifestantes doentes ou feridos na repressão foram acusados de crimes contra o Estado e estão sendo julgados.

"A família real do Bahrein está tentando punir todas aquelas pessoas que estão mais expostas e protestam mais abertamente, e isso inclui médicos e outros profissionais da saúde", disse Joe Stork, vice-diretor do HRW para o Oriente Médio. As ações contra os médicos e os manifestantes feridos são parte de "uma política oficial de retaliação contra os bareinitas a favor dos protestos por democracia", prosseguiu ele.

No fim de semana, a morte de uma mulher em uma manifestação na sexta-feira elevou a 33 o número de mortos na repressão aos protestos iniciados em fevereiro, denunciaram ativistas. O governo negou envolvimento e atribuiu o falecimento a "causas naturais".

O Bahrein é uma pequena nação insular situada no Golfo Pérsico, mas tem grande importância geopolítica. O país sedia a 5ª Frota da Marinha dos Estados Unidos e é constante foco de atrito entre potências regionais, como a Arábia Saudita e o Irã. As informações são da Associated Press.

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