Humanos faziam queijo há 7.500 anos, dizem cientistas

Cientistas descobriram os mais antigos indícios de fabricação do queijo, ao analisarem fragmentos de cerâmica com 7.500 anos.

Reuters

12 de dezembro de 2012 | 20h07

As peças pré-históricas, oriundas da região polonesa de Kuyavia, têm as mesmas perfurações dos atuais coadores de queijo, segundo pesquisadores da Grã-Bretanha, EUA e Polônia.

Eles analisaram os ácidos graxos impregnados na cerâmica, e concluíram que eram usados para filtrar o leite, separando os coalhos ricos em gordura do soro, que continha lactose - substância à qual grande parte da população na época era intolerante.

"A presença de resíduos de leite em peneiras constitui a mais antiga evidência direta de fabricação de queijos", disse Mélanie Salque, da Universidade de Bristol (Grã-Bretanha), uma das autoras do estudo publicado na revista Nature.

Resíduos de leite já haviam sido encontrados em sítios arqueológicos com até 8.000 anos na Turquia e Líbia, mas não havia evidência de que o produto tivesse sido transformado em queijo.

Até agora, os indícios mais antigos da produção vinham de murais que retratavam o processamento do leite, mas que eram vários milênios mais novos que a cerâmica polonesa.

(Reportagem de Chris Wickham)

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