AFP PHOTO / Csaba SEGESVARI
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Hungria construirá nova cerca em fronteira com Sérvia para barrar imigrantes

Em entrevista à emissoras públicas, premiê Viktor Orban revelou plano para levantar sistema de defesa mais robusto perto da linha de defesa existente na fronteira sul do país, na divisa com a Sérvia e a Croácia

O Estado de S. Paulo

26 Agosto 2016 | 15h47

BUDAPESTE - A Hungria planeja construir uma segunda cerca em sua fronteira sul com a Sérvia que lhe permitiria barrar qualquer nova leva grande de imigrantes, disse o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, nesta sexta-feira, 26.

Orban disse que a nova barreira, que deve ser erguida ao longo de uma já existente, reforçaria as defesas em reação a uma eventual mudança na política imigratória da Turquia. Se isso acontecesse, centenas de milhares de pessoas poderiam surgir na divisa húngara, afirmou ele a uma rádio pública.

"Existe um planejamento técnico em andamento para levantar um sistema de defesa mais robusto perto da linha de defesa existente, que foi construída rapidamente (no ano passado)", disse o premiê. Segundo Orban, a Hungria tem que se preparar para a eventualidade de um fracasso no acordo que a Turquia e a União Europeia têm para conter a imigração rumo à Europa através dos Bálcãs.

"Aí, se não funcionar com palavras bonitas, teremos que detê-los à força, e o faremos", disse Orban. Uma cerca de arame farpado erguida ao longo da divisa do país com a Sérvia e a Croácia reduziu drasticamente o fluxo de pessoas.

Orban afirmou que a Hungria também irá reforçar o policiamento, aumentando o contingente de 44 para 47 mil efetivos, dos quais 3 mil serão uma presença constante na fronteira sul. Ele ainda disse ser do interesse da Europa trabalhar com os turcos e entrar em acordo sobre temas que servem à segurança do continente.

No ano passado, cerca de 400 mil refugiados e imigrantes passaram pela Hungria quando seguiam em direção a países como a Áustria, Alemanha ou Suécia, antes que o governo fechasse suas fronteiras com arame farpado.

A Hungria construiu cercas ao longo de suas fronteiras com a Sérvia e Croácia, e o governo se negou a aceitar as cotas de refugiados aprovadas pela UE. O país realizará um referendo contra essas cotas no dia 2 de outubro, com o Executivo solicitando aos cidadãos que votem "não" e vinculou a chegada de imigrantes com a criminalidade e o terrorismo. / REUTERS e EFE

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