Hungria dá sinais de que pode rever Constituição

Pressionado, premiê húngaro diz que vai revisar texto de Carta, acusada de violar pilares da União Europeia

JAMIL CHADE, CORRESPONDENTE / GENEBRA, O Estado de S.Paulo

26 de janeiro de 2012 | 03h04

Diante do risco de um colapso financeiro, o governo da Hungria dá os primeiros sinais concretos de que está disposto a rever ao menos parte de sua nova Constituição, acusada de violar pilares da União Europeia (UE). Ontem, o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, garantiu que fechou um acordo com Bruxelas para abandonar a lei que acaba com a autonomia do Banco Central.

A UE chegou a abrir um processo contra Budapeste e bloqueou qualquer liberação de recursos. Outro ponto da lei que poderia ser revisto por pressão internacional é o que regula a proteção de dados pessoais. "Estamos dispostos a negociar todos os assuntos", afirmou Orban ontem ao Wall Street Journal.

Os esforços dos húngaros são para convencer Bruxelas a voltar a negociar um pacote de resgate. O Fundo Monetário Internacional (FMI) já teria aceito retornar à negociação, mas a UE insiste que não poderá negociar enquanto as leis adotadas no início de janeiro não forem revistas. Orban acredita que o Parlamento poderá reeditar as leis até o final de fevereiro e um acordo com a UE poderia ocorrer em março.

Em um alerta, o FMI indicou ontem que a Hungria pode ter sérios problemas de liquidez e dificuldades para honrar suas dívidas se não for socorrida.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.