REUTERS/Laszlo Balogh
REUTERS/Laszlo Balogh

Hungria recusa imigrantes e pede que mulheres tenham mais filhos 

Para elevar natalidade, governo oferecerá empréstimos até sem devolução a futuras mães, além de isenção de impostos 

Redação, O Estado de S.Paulo

11 de fevereiro de 2019 | 20h52

BUDAPESTE - Um novo pacote de medidas concebido para elevar a taxa de natalidade da Hungria e entrará em vigor na segunda metade deste ano prevê empréstimos diferenciados para mulheres e até isenção de impostos para aquelas com quatro filhos ou mais. O pacote deve custar até US$ 531 milhões (R$ 1,99 bilhão) em 2020, relatou a agência de notícias estatal MTI nesta segunda-feira.

O primeiro-ministro Viktor Orban anunciou o pacote de medidas em seu discurso anual do Estado da Nação, parte dos esforços de seu governo de direita para elevar a taxa de natalidade enquanto adota uma postura rígida contra a imigração.

As medidas incluem oferecer um empréstimo equivalente a US$ 35,4 mil (R$ 133 mil) a qualquer mulher com menos de 40 anos que planeje ter filhos. Elas só terão de reembolsar dois terços do empréstimo se tiverem um segundo filho, e a dívida será completamente descartada se tiverem três filhos ou mais.

Tais empréstimos não terão juros e podem ser usados para qualquer fim, disse a secretária de Estado, Katalin Novak, nesta segunda-feira, segundo a MTI. O empréstimo será disponibilizado por um período de três anos a partir de julho, sempre segundo a agência de notícias.

Orban também prometeu que qualquer mulher que tiver quatro ou mais filhos não precisará mais pagar imposto de renda. 

A Hungria, como muitos outros países europeus, especialmente no antigo leste comunista, está lutando com uma taxa de natalidade que recua acentuadamente, mas reluta em aceitar mais imigrantes por receio de que eles diluam sua cultura e minem a coesão social. 

Nenhum país na União Europeia tem uma taxa de fertilidade alta o bastante para substituir sua população sem imigração e a Hungria, com 1,5 criança por mulher, tem uma das mais lentas. O país também está entre os mais relutantes em aceitar trabalhadores estrangeiros para preencher a mão de obra em déficit. / REUTERS e  NYT 

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