Sergio G. Caizares/EFE
Sergio G. Caizares/EFE

Ibiza e Maiorca vetam festas para conter vírus

Novo surto é registrado dois meses após o país abrir as portas aos turistas

Redação, O Estado de S.Paulo

18 de agosto de 2020 | 04h30

IBIZA, ESPANHA - Com um 16 mil novos casos de coronavírus registrados desde a última sexta-feira, 15, autoridades da Espanha decidiram ampliar as localidades onde passarão a valer regras mais rígidas de isolamento. 

A partir de agora, festas em piscinas e em barcos serão proibidas em Maiorca e Ibiza, nas Ilhas Baleares espanholas. O novo surto localizado ocorre dois meses depois de o país abrir as portas aos turistas. De acordo com as autoridades de saúde, a região passou a registrar uma média de 100 casos diários nas últimas duas semanas. 

Segundo a governadora das Ilhas Baleares, Francina Armengol, as ações são necessárias. “Existem jovens e pessoas de todas as idades que contraem o vírus”, disse Armengol. “Todo mundo está em risco.”

O governo local adotou uma linha dura na batalha contra o vírus, com multas que variam de 100 euros (cerca de R$ 650) por sair de casa sem máscara até 600 mil euros (quase R$ 4 milhões) para aqueles flagrados organizando festas ilegais. 

Além disso, no mês passado, após a divulgação das imagens de turistas festejando nas ruas, desrespeitando as regras sobre o uso de máscaras e o distanciamento social, o governo regional decidiu pelo fechamento de lojas, bares e restaurantes por dois meses na avenida principal de Magaluf e duas outras ruas populares em Maiorca. 

A Espanha é o país da Europa Ocidental com mais infecções por coronavírus, com quase 343 mil casos registrados. Sua taxa de infecção nas últimas duas semanas é de 115 casos por 100 mil habitantes, bem acima dos 45 na França, 19 no Reino Unido e 16 na Alemanha. Mais de 28 mil pessoas morreram por causa da doença. 

Apesar do risco de uma nova onda de infecções, no domingo ao menos 2,5 mil pessoas fizeram um protesto de Madri contra as medidas do governo. Com faixas que diziam “o vírus não existe” ou “máscaras matam”, pessoas se reuniram em uma praça central da cidade. Os manifestantes disseram que o número de casos relatados pelas autoridades é exagerado.

O governo prometeu multar os manifestantes – eles não usavam máscaras. / AFP e AP 

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