Tamir Kalifa/The New York Times
Tamir Kalifa/The New York Times

ICE vai analisar isenções de deportação por motivos de saúde nos EUA

Programa evita a deportação de imigrantes irregulares em tratamento médico ou com familiares doentes; serviço de imigração responsável por maior número de deportações e detenções vai analisar os pedidos

Redação, O Estado de S.Paulo

27 de agosto de 2019 | 23h06

WASHINGTON - O Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos (USCIS) deixará de tramitar isenções de deportação para imigrantes por motivos de saúde.

Uma porta-voz do USCIS confirmou à Agência France Press que a mudança de política entrou em vigor em 7 de agosto e que a agência recebia cerca de 1.000 solicitações a cada ano, sendo que a maioria era recusada.

Este programa específico de proteção para imigrantes em tratamento médico ou que possuam um parente doente nos EUA é similar ao programa Ação Diferida para Chegadas na Infância (Daca, Deferred Action for Childhood Arrivals), criado pelo ex-presidente Barack Obama para evitar a deportação de imigrantes irregulares que entraram no país quando ainda eram menores de idade (conhecidos como "dreamers").

A porta-voz da agência acrescentou que essa mudança não implica no fim do programa, que agora estará nas mãos da unidade responsável pela expulsão de pessoas dos Estados Unidos, o Serviço de Imigração (ICE, pela sigla em inglês).

Trump, que defende um endurecimento da política migratória, cancelou o programa Daca que amparava cerca de 700 mil "dreamers" e também anunciou o fim do Estatuto de Proteção Temporal (TPS) para vários países, afetando cerca de 300 mil imigrantes. / AFP

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