Florence Museum Press Ofice via AFP
Florence Museum Press Ofice via AFP

Ícone da cidade, Duomo é reaberto em Florença com mensagem de esperança

Administradores receberam 10 mil reservas em menos de 24 horas

Redação, O Estado de S.Paulo

22 de maio de 2020 | 16h56

FLORENÇA - A catedral de Florença, o famoso Duomo, uma das obras-primas do primeiro renascimento italiano, abriu suas portas ao público nesta sexta-feira, 22, pela primeira vez, depois de dois meses fechada pela pandemia de coronavírus. 

Milhares de pessoas reservaram ingressos para visitar a igreja e os monumentos em seus arredores, símbolo da riqueza e poder da capital da Toscana durante os séculos XIII e XIV. 

Sua cúpula, obra de Filippo Brunelleschi, o Campanile de Giotto, um campanário independente desenhada por Giotto, com 84,70 m de altura, e o Batistério de São João, com as famosas portas de bronze de Ghiberti, estão entre as principais atrações turísticas da Itália

"É bonito e emocionante poder visitar o Duomo novamente hoje, quase vazio", disse Marco, morador de Florença. "É muito melhor assim", confessou. 

Para Gabriele, outra florentina, também foi uma ocasião única, sem tantos turistas. "Faz muitos anos desde que entrei no Duomo. Esta é a oportunidade perfeita para aproveitar, já que quase não há turistas", disse. 

A maioria dos monumentos e joias arquitetônicas da Itália foi fechada no início de março, depois que o governo decretou o fechamento completo do país para impedir a propagação do coronavírus. 

Desde segunda-feira, a abertura foi autorizada, mas muitos levaram alguns dias para preparar a entrada e se adaptar às novas medidas de segurança. 

Os administradores do Duomo reconheceram que ficaram surpresos com a resposta entusiasmada da população, pois receberam 10 mil reservas em apenas 24 horas. 

"Decidimos abrir gratuitamente para enviar uma mensagem de esperança, de volta à vida normal", disse Lorenzo Luchetti, diretor-geral da Ópera de Santa Maria del Fiore, que administra os monumentos, Patrimônio da Humanidade desde 1982. 

Na entrada, os guardas usavam um scanner térmico para medir a temperatura dos visitantes e entregavam um dispositivo especial pendurado no pescoço e que avisa o usuário quando ele viola a distância de segurança entre pessoas de dois metros. / AFP

 

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