Ida de Abe à Yasukuni eleva tensão na região, diz EUA

Após a visita do primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, ao Santuário Yasukuni nesta quinta-feira, o governo norte-americano expressou desapontamento com a atitude do premiê japonês. O santuário é visto pelos países vizinhos como um símbolo do passado militarista do país.

MARCELO RIBEIRO SILVA, Agência Estado

26 de dezembro de 2013 | 06h52

"O Japão é um aliado valioso e amigo. No entanto, os Estados Unidos lamentam que a liderança do Japão tenha tomado uma atitude que irá exacerbar as tensões com os países vizinhos", disse a embaixada dos Estados Unidos no Japão em comunicado.

Autoridades da Coreia do Sul e da China também condenaram a visita de Abe ao santuário.

"A visita representa um comportamento anacrônico. Nós lamentamos a atitude de Abe que sabia da preocupação dos países vizinhos com relação a esse tema", disse o ministro da cultura sul-coreano, Yoo Jin- Ryong.

Em linguagem raramente vista nos últimos anos, o Ministério das Relações Exteriores chinês criticou a visita e a classificou como "um crime brutal contra os sentimentos dos chineses e outras vítimas da guerra". Além disso, o ministério disse em comunicado que a visita de Abe correspondia a "um desafio descarado contra a história da guerra e da consciência humana."

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