Idéia inglesa para arma de guerra: pombos explosivos

Uma idéia imbecil, talvez, mas durante a Guerra Fria o serviço de segurança inglês considerou a idéia de colocar armas biológicas em pombos. É o que se ficou sabendo agora, com a leitura de documentos que acabam de perder a classificação de secretos. Os papéis postos à disposição, hoje, pelos Arquivos Nacionais, incluem detalhes de um plano ? nunca posto em prática ? de armar pombos com capsulas de explosivos carregadas com duas onças (60 gramas) de um agente bacteriológico. ?Uns mil pombos com duas onças de explosivos cada, aterrissando a intervalos num alvo específico, podiam ser uma surpresa profundamente inconveniente?, escreveu o comandante aviador WDL Rayner, que pariu a idéia. Rayner não disse, porém, que agente bacteriológico tinha em mente. A idéia foi morta pelo MI5, a agência de segurança interna britânica. ?Rayner sempre foi uma ameaça na questão de pombos?, escreveu o tenente-coronel Tommy Robertson, que chefiava o MI5. ?Acho que, já há algum tempo, ficou claro que Rayner deveria terminar de escrever seu manual e não ter mais nada a ver com esta comissão?, sentenciou. Os ingleses fizeram efetivamente uso de pombos-correios durante a Segunda Guerra , usando-os para levar mensagens a agentes no continente. Uma ?comissão de pombos? foi estabelecida, no final da guerra, estimulada pelo temor de que os britânicos pudessem cair diante dos inimigos na competição dos pombos. ?É claro que a pesquisa de pombos não ficará estacionada; se não fizermos experiências, outras potências o farão?, diz um relatório do MI14, a seção de inteligência do Gabinete de Guerra. Uma das idéias do MI14, aparentemente nunca executadas, foi treinar pombos para voar com cargas explosivas contra holofotes inimigos.

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