Identificação de corpos no México deve demorar 15 dias

O processo de identificação das 72 vítimas de chacina na fronteira do México com os Estados Unidos deve demorar cerca de 15 dias, segundo o cônsul-geral do Brasil no México, Márcio Lage. De acordo com ele, até hoje 41 corpos tinham sido autopsiados. Do total, no entanto, 20 estão sem identificação.

ANA PAULA SCINOCCA, Agência Estado

27 de agosto de 2010 | 19h02

Inicialmente, a informação era de que entre as vítimas havia quatro brasileiros. "Mas no momento nos passaram apenas uma vítima do Brasil", disse. Ele não descarta o aumento do número. A vítima brasileira é um homem de 20 anos. "Ocorre que o nome dele é comum e poderia até ser de outra nacionalidade, precisamos primeiro nos certificar para depois contatar a família", explicou. "Ainda não tivemos acesso à documentação dele".

Designado pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE) para acompanhar os trabalhos de identificação e transporte dos corpos, Lage aguarda autorização para seguir para Reynosa, cidade para onde estão sendo levadas as vítimas. "Ainda não tivemos acesso ao local onde estão os corpos, próximo à cidade de San Fernando (no Estado de Tamaulipas)".

O local fica fora da cidade e as autoridades disseram que não havia condições de segurança, segundo o diplomata, que classificou como "lento" o trabalho de identificação dos corpos. "Há toda uma parte burocrática", disse.

O cônsul disse também que a última etapa do trabalho será cuidar da documentação e transporte dos corpos de brasileiros vítimas do massacre. "O Itamaraty vai informar os procedimentos para que as famílias tenham condições de enterrar os seus parentes", disse.

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