Identificado um dos suicidas de atentados na Indonésia

Os legistas ainda estudam os restos mortais do outro suicida para determinar sua identidade

Efe

19 de julho de 2009 | 06h28

A Polícia da Indonésia anunciou neste domingo, 19, que identificou um dos dois terroristas suicidas que cometeram os ataques de sexta-feira passada contra dois hotéis de luxo da capital, mas não divulgaram o nome dele.

 

Veja também:

linkFugitivo é suspeito por atentados na Indonésia

mais imagens Fotos: veja imagens dos ataques em Jacarta

video Vídeo: câmera flagram uma das explosões em imagens da Reuters

 

"Um dos dois foi identificado", confirmou à imprensa o porta-voz da corporação, Nanan Soekarna, que se limitou a revelar a inicial, "N".

Os legistas ainda estudam os restos mortais do outro suicida para determinar sua identidade.

 

A polícia da indonésia confirmou que o duplo atentado suicida na sexta-feira, 17, em dois hotéis de Jacarta é obra da Yamaah Islamiyah (YI), uma rede radical islâmica, reporta a agência de notícias France Press.

 

Relacionada com a Al-Qaeda, a Yamaah Islamiya (comunidade islâmica) é a maior rede do Islã do sudeste asiático e seu objetivo é a criação de um Estado islâmico que englobe Malásia, Indonésia, Cingapura, Brunei, o sul das Filipinas e o sul da Tailândia.

 

Desde sábado, 19, as investigações para encontrar os responsáveis se centram em analisar os corpos e a terceira bomba, que foi desativada a tempo.

 

Também está sendo analisado o quarto 1808 do hotel Marriott, considerado o "centro de operações" do massacre e no qual foi descoberto material explosivo e a terceira bomba.

 

As bombas tinham pregos, porcas e parafusos para aumentar o efeito, e são "idênticas", segundo a Polícia, a outras utilizadas anteriormente pela Jemaah Islamiya, o braço da Al Qaeda no Sudeste Asiático.

As autoridades indonésias atribuíram os atentados a uma facção de radicais dissidente da Jemaah Islamiya e liderada pelo malaio Noordin Mohammed Top.

 

Top, a quem as forças de segurança consideram um especialista na fabricação de bombas, é acusado de participar, entre outros, dos atentados de Bali de 2002, o pior ataque do grupo radical e que deixou 202 mortos.

 

O atentado ocorreu na manhã de sexta-feira, 17 quando duas bombas explodiram quase simultaneamente nos hotéis Ritz-Carlton e JW Marriott do centro financeiro da capital indonésia, deixando pelo menos nove mortos e 50 feridos.

Tudo o que sabemos sobre:
Indonésiaatentadoshomens-bomba

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.