Cheryl Gerber/The New York Times
Cheryl Gerber/The New York Times

Idoso desaparece após ser atacado por jacaré em área inundada pelo furacão Ida

Após passagem do furacão, homem saiu de casa para verificar alguns pertences em um armazem, quando foi atacado por um aligátor americano e teve o braço amputado, segundo o relato de sua esposa à polícia

Redação, O Estado de S.Paulo

31 de agosto de 2021 | 14h03

Enquanto o sul dos Estados Unidos ainda tenta assimilar os danos causados pela passagem do Furacão Ida, autoridades confirmam que pelo menos cinco pessoas morreram em decorrência dos fortes ventos e das inundações nos Estados da Louisiana e Mississippi, que provocaram o rompimento de construções, enchentes e a queda de árvores. Um sexto caso fatal, menos comum que os demais, vem sendo investigado por policiais da paróquia de St. Tammany na cidade de Slidell, que fica a cerca de 40 km a nordeste de Nova Orleans: um idoso de 71 anos desapareceu após ser atacado por um aligátor americano - uma espécie de jacaré - no quintal de casa, que estava com água na altura do joelho.

A esposa do idoso, que não teve o nome revelado pelas autoridades, contou aos policiais que o marido saiu para verificar alguns pertences em uma área de armazenamento embaixo da casa, por volta das 12h (14h em Brasília) de segunda-feira, 30. O local havia sido inundado pela enchente provocada pela passagem do furacão Ida e ainda estava com água na altura do joelho, segundo a mulher.

De acordo com o capitão Lance Vitter, do gabinete do xerife em St. Tammany, a mulher disse que estava dentro de casa quando ouviu um barulho. Ao sair para ver o que estava acontecendo, ela viu o marido sendo atacado por um grande jacaré.

"Quando ela abriu a porta, o crocodilo estava fazendo o giro da morte", disse Vitter nesta terça-feira, 31, referindo-se ao movimento de giro que esses predadores fazem para despedaçar suas vítimas. 

Após o ataque, que resultou na perda de um dos braços do idoso, a mulher o tirou da enchente e voltou para dentro para pegar suprimentos de primeiros socorros, segundo relataram os policiais. Quando ela percebeu a gravidade dos ferimentos, ela entrou em um barco para buscar ajuda, a cerca de um quilômetro de distância - segundo o capitão, o número de emergência não estava funcionando no momento.

Quando ela voltou, o marido não estava mais no local. Os esforços dos policiais para encontrar o idoso não tiveram sucesso, e o incidente continua sob investigação.

Não há suspeita de crime e o assunto está sob investigação, disse Vitter, acrescentando que sua esposa tem sido "muito cooperativa" com os investigadores.

Ainda de acordo com as informações da polícia, a casa do casal é cercada por pântanos, em uma área conhecida pela presença de jacarés. "Não era incomum que as pessoas vissem aligatores de 2 metros ou mais", disse.

Não há suspeita de crime e o assunto está sob investigação, disse Vitter, acrescentando que sua esposa tem sido "muito cooperativa" com os investigadores. A polícia não divulgou os nomes do casal.

Em um comunicado, o xerife Randy Smith, alertou os residentes para serem "extremamente vigilantes" ao caminhar em áreas inundadas, porque a tempestade pode ter deslocado a vida selvagem, fazendo com que aligatores e outros animais se aproximem dos bairros.

Louisiana e Flórida têm as maiores populações de jacarés dos Estados Unidos, com mais de 1 milhão de animais selvagens em cada Estado, de acordo com o Departamento de Vida Selvagem e Pesca da Louisiana. Eles são mais comuns nos pântanos costeiros da Louisiana, mas também podem ser encontrados em lagoas, lagos, canais, rios, pântanos e igarapés./ NYT, W. POST e AP

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