REUTERS/Jason Redmond
REUTERS/Jason Redmond

Idosos serão vacinados ainda este ano nos Estados Unidos

Cronograma ambicioso do governo americano pressupõe que vacina fabricada pela Pfizer seja autorizada ainda esta semana

Redação, O Estado de S.Paulo

07 de dezembro de 2020 | 05h00

WASHINGTON - O governo dos Estados Unidos divulgou no domingo, 6, um cronograma ambicioso para o lançamento da primeira vacina contra o coronavírus, rebatendo as críticas do presidente eleito, Joe Biden, de que não havia “nenhum plano detalhado para imunizar” milhões de americanos.

O médico Monclef Slaoui, consultor científico da Operação Warp Speed, o programa do governo para desenvolver e distribuir as vacinas, disse ontem que os idosos que vivem em centros de repouso receberão a primeira dose em meados de janeiro, “talvez até no fim de dezembro”. Em alguns Estados, eles são responsáveis por cerca de 40% das mortes de covid. 

O cronograma pressupõe que a Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora de medicamentos, autorize a vacina feita pela Pfizer esta semana ou logo depois. Um comitê consultivo da FDA se reunirá na quinta-feira para revisar os dados sobre segurança e eficácia. “Se for autorizada, a distribuição pode começar já no fim da semana”, afirmou Slaoui. “Até o fim do mês de janeiro, já devemos ver uma queda bastante significativa na mortalidade da população idosa”, disse o médico ao programa State of the Union, da CNN.

Além dos idosos, socorristas e profissionais de saúde estarão entre os primeiros a receber a vacina. Slaoui disse ontem que o segundo grupo a ser imunizado deve incluir atividades essenciais, como funcionários dos Correios, entre fevereiro e março.

Questionado sobre quando os americanos começarão a ver os impactos da vacina, Slaoui afirmou que isso pode acontecer em janeiro ou fevereiro. “Mas, em relação à população, para nossa vida começar a voltar ao normal, estamos falando de abril ou maio”, afirmou.

Na sexta-feira, Biden disse que não havia visto um plano do governo para distribuir a vacina, o que ele caracterizou como um processo “caro e difícil”. Slaoui respondeu, afirmando que parte da “confusão” ocorre porque a distribuição depende das agências estaduais. “O plano existe e estou confiante que vamos explicá-lo.” / NYT

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