Iêmen diz que não necessita dos EUA para combater o terrorismo

O Iêmen usará suas próprias forças contra supostos membros do grupo terrorista Al-Qaeda presentes em seu território, sem a ajuda dos Estados Unidos ou de qualquer outra nação, afirmou hoje um alto funcionário do governo iemenita. "Se houver suspeitos da Al-Qaeda no Iêmen, poderemos buscá-los e caçá-los", disse a fonte, na condição de anonimato. "Não há necessidade de uma intervenção estrangeira".Ontem funcionários do Pentágono confirmaram que unidades da infantaria e de assalto naval foram destacadas para uma área próxima ao Iêmen em preparação a uma busca a supostos membros da Al-Qaeda na região. O embaixador dos Estados Unidos no Iêmen, Edmund J. Hull, e o comandante militar para a região, o general Tommy Franks, negociam com funcionários ienemitas os detalhes de um esforço conjunto para capturar terroristas, disseram em Washington funcionários do Pentágono que pediram anonimato.De acordo com as fontes americanas, as conversações procuram esclarecer como e quando serão realizadas missões secretas, quem as executaria - possivelmente uma combinação de forças de ambas as nações - e se há informação suficiente sobre a localização de suspeitos.No entanto, no Iêmen, o jornal estatal 26 de Setembro citou uma fonte governamental afirmando que "não há relação entre a concentração de tais tropas e os acontecimentos no Iêmen".

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