Iêmen diz que soldado foi morto em Taiz

Manifestantes que pedem a saída do presidente Al Abdullah Saleh entraram em confronto com legalistas

REUTERS

12 de agosto de 2011 | 11h12

SANA - Atiradores atacaram uma patrulha militar na cidade de Taiz, no sul do Iêmen, matando um soldado, disse a agência estatal do país nesta sexta-feira, 12, em uma retomada dos confrontos entre legalistas e opositores do presidente Al Abdullah Saleh.

 

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A agência chamou os agressores de "elementos anárquicos, corruptos", sem especificar suas identidades. Dois outros soldados ficaram feridos, disse a agência.

 

Taiz tem sido o local de meses de protestos populares pedindo a saída de Saleh, que agora está na Arábia Saudita. Ele foi ao país vizinho para receber tratamento por ferimentos sofridos durante uma tentativa de assassinato em junho.

 

Os protestos em Taiz, 200 quilômetros da capital Sanaa, dividiram a cidade em metades controladas pelas forças do governo e aquelas alinhadas com as forças tribais, que querem sua renúncia e apoiam os manifestantes anti-Saleh.

 

Diversas tentativas de cessar-fogo entre os combatentes fracassaram, inclusive um que deveria ter sido instaurado nesta semana.

 

O impasse sobre o destino de Saleh paralisou o país mais pobre do mundo árabe, que vive múltiplos conflitos regionais. Um dos conflitos irrompeu com islamistas em um província ao sul desde o início dos protestos contra ele em janeiro.

 

A vizinha Arábia Saudita e os Estados Unidos, que há muito tempo tem Saleh como figura chave em sua política contraterrorista, temem que o caos no Iêmen poderia fortalecer o braço da Al-Qaeda no país, grupo aparentemente responsável por tentativas de ataque contra alvos sauditas e norte-americanos.

 

Saleh disse nesta semana que poderia cooperar com a oposição do Iêmen e as potências internacionais para reavivar o plano que facilitaria sua saída do poder, transição mediada pelo Conselho de Cooperação do Golfo, bloco dos vizinhos mais ricos no Golfo Árabe.

 

Seu renovado interesse no plano, com o qual ele concordou anteriormente mas voltou atrás três vezes, segue a pressão de enviados norte-americanos pela entrega do poder.

 

O Conselho de Segurança da ONU reiterou o pedido na terça-feira, citando uma crise humanitária e uma ameaça da Al-Qaeda.

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