Iêmen diz ter evitado ataque terrorista

Segundo autoridades iemenitas, Al-Qaeda queria ocupar cidades e instalações petrolíferas

07 Agosto 2013 | 23h17

SANAA - O governo do Iêmen anunciou nesta quarta-feira, 7, que desarticulou um plano da Al-Qaeda na Península Arábica para perpetrar um atentado terrorista no país. O ataque, segundo autoridades locais, consistia em ocupar cidades e instalações petrolíferas, além da sabotagem de um gasoduto. Uma ação com aviões não tripulados (drones) dos EUA matou sete militantes da rede terrorista ontem.

Rajeh Badi, assessor de imprensa do primeiro-ministro iemenita, Mohamed Salem Basindwa, disse que o plano envolvia dezenas de militantes da Al-Qaeda que se disfarçariam com uniformes do Exército do Iêmen para invadir e tomar as instalações. "O principal objetivo do grupo era ocupar as cidades de Mukalla e Bawazir", disse Badi. "Queriam atacar, em seguida, uma refinaria em Dabha e um gasoduto na Província de Chabwa."

O plano, ainda de acordo com autoridades iemenitas, foi desarticulado no sábado, enquanto o governo dos EUA recomendava o fechamento de ao menos 20 representações diplomáticas no mundo árabe - o que ocorreu no domingo.

"Eles protestariam fingindo serem guardas que exigiam bônus e, então, invadiriam o porto", disse o porta-voz. "Se eles não conseguissem assumir o controle das instalações, o plano era levar especialistas estrangeiros para longe como reféns."

A Embaixada dos EUA em Sanaa permaneceu fechada ontem. A Grã-Bretanha tomou medidas similares no país. Autoridades americanas dizem ter monitorado conversas do líder da Al-Qaeda, Ayman al-Zawahiri, com chefes do braço iemenita do grupo.

Drones. O ataque com aviões não tripulados teria ocorrido ontem. Segundo autoridades, os supostos militantes foram mortos na Província de Shabwa. Moradores da região dizem que viram dois veículos e vários corpos em chamas no local.

Em menos de duas semanas, cinco ofensivas com drones foram registradas no país. O presidente americano, Barack Obama, recebeu seu colega iemenita, Abdrabuh Mansur Hadi, para negociações na Casa Branca no dia 1.º, para tratar do combate conjunto contra jihadistas. As autoridades do Iêmen reforçaram a segurança em Sanaa, onde se temia que o ataque seria lançado./ AFP, REUTERS e AP

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