Iêmen enfrenta conflitos em 3º dia de protestos

Dois dias depois da queda de Hosni Mubarak, os exemplos da Tunísia e do Egito continuaram a inspirar protestos no mundo árabe. No Iêmen, manifestantes tomaram as ruas pelo terceiro dia ontem e novamente houve confronto. No Bahrein, onde centenas dançaram em comemoração à saída do presidente egípcio, na sexta-feira, forças de segurança patrulharam e fizeram bloqueios nas vias, depois de detectarem que, pelo Facebook, um grande protesto era organizado.

SANAA, O Estado de S.Paulo

14 de fevereiro de 2011 | 00h00

À Argélia, porém, a paz retornou ontem, um dia depois que milhares marcharam contra o governo de Abdelaziz Bouteflika, no comando do país desde 1999.

Na capital do Iêmen, Sanaa, a polícia impediu a golpes de cassetete uma marcha com cerca de mil pessoas na direção do palácio presidencial. Gritando "O povo iemenita quer a queda do regime" e "Uma revolução iemenita depois da revolução egípcia", os manifestantes exigiam a queda do presidente Ali Abdullah Saleh. Os confrontos ocorreram no momento em que o líder e sua oposição se preparam para conversas para evitar uma revolta ao estilo do Egito e da Tunísia.

Testemunhas contaram que agentes à paisana portando adagas e pedaços de pau ajudaram a conter os manifestantes, que atiravam pedras contra a polícia. Quatro pessoas ficaram feridas e dez foram detidas. Nenhuma morte foi registrada. Nas últimas semanas, protestos ganharam força no Iêmen e fizeram com que o presidente oferecesse concessões - incluindo a promessa de que deixará o cargo em 2013. Saleh ocupa a presidência desde a reunificação do Iêmen, em 1990.

Repressão. A operação de segurança montada ontem nas ruas do Bahrein pareceu voltada para conter a maioria xiita, que marcou para hoje um protesto contra o regime. Semana passada, os membros na página do Facebook que convocava a manifestação passaram de 6 mil. Um ativista previu "caos e derramamento de sangue" no reino da Península Arábica caso as autoridades tentem reprimir. A oposição reclama da "sistemática discriminação" da dinastia sunita, atualmente representada pelo rei Hamad bin Isa al-Khalifa, contra os xiitas do país. / AP e REUTERS

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