Tyler Hicks/The New York Times
Tyler Hicks/The New York Times

Iêmen está à beira da guerra civil, diz enviado da ONU

Milícia houthi assumiu poder após dissolver parlamento

O Estado de S. Paulo

12 de fevereiro de 2015 | 12h13

O enviado especial da Organização das Nações Unidas (ONU) ao Iêmen, Jamal Benomar, alertou que o país está a um passo da guerra civil e acusou todos os lados de contribuírem para o turbilhão político e econômico.

O Iêmen mergulha cada vez mais no caos, à medida que os houthis, milícia xiita do norte apoiada pelo Irã, consolidam-se no poder depois de tomar a capital Sanaa, em setembro, e expulsar o governo central.

Os combatentes vêm avançando no sul, confrontando tribos sunitas, outros grupos e o braço local da rede Al Qaeda.

“Acreditamos que a situação é muito perigosa. O Iêmen está à beira da guerra civil”, disse Benomar em uma entrevista aos canais de televisão Al Arabiya e Al-Hadath no final da quarta-feira.

Combatentes filiados à Al Qaeda ocuparam uma base do Exército no sul iemenita e aprisionaram soldados nesta quinta-feira. Estados Unidos, Grã-Bretanha e França fecharam suas embaixadas em Sanaa por conta dos temores de segurança.

Benomar afirmou que a economia do Iêmen está diante de um colapso iminente e pediu mais diálogo para que se chegue a um acordo de paz.

“Todos são parte do que aconteceu até agora, todos cometeram erros e loucuras e às vezes grupos recorreram à violência para atingir objetivos políticos”, declarou o enviado.

O Iêmen é o lar da Al-Qaeda na Península Arábica, um dos braços mais ativos da facção terrorista global, que já realizou ataques até no exterior. / AP e REUTERS

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