Iêmen impede plano da Al-Qaeda para controlar cidades

As autoridades do Iêmen frustraram uma plano da Al-Qaeda para tomar o controle de duas cidades e um terminal de exportação de petróleo e sequestrar estrangeiros no país, disse o porta-voz do governo Rajeh Badi nesta quarta-feira.

Agência Estado

07 de agosto de 2013 | 11h37

"O principal objetivo do plano era tomar o controle de duas cidades Al-Mukalla e Ghayl Bawazeer", no sudeste do Iêmen, afirmou Badi, acrescentando que as instalações de exportação de petróleo perto de Mukalla também eram alvos e estrangeiros que trabalham no terminal seriam sequestrados.

Um avião guiado por controle remoto (drone, em inglês), supostamente dos EUA, matou sete pessoas no Iêmen, disseram militantes da Al-Qaeda, forças da segurança e residentes, em um momento no qual o país árabe está em estado de alerta elevado devido a ameaças de um ataque terrorista.

Esse foi o quinto ataque em menos de duas semanas no Iêmen, que emergiu como o centro dos temores de um ataque que levou os EUA a fecharem temporariamente 19 postos diplomáticos no Oriente Médio e na África, e retirarem funcionários da embaixada na capital iemenita Sanaa.

Os EUA têm aumentado drasticamente os ataques aéreos no Iêmen na luta secreta contra o braço da Al-Qaeda no país, o que é considerado um dos mais ativos da rede terrorista. Os EUA também têm apoiado a campanha militar iemenita contra os militantes da Al-Qaeda e seus aliados radicais que tomaram o controle de uma série de cidades e vilas no sul do Iêmen. Os militantes têm sido, em grande parte, expulsos para as montanhas e campos do país e funcionários da inteligência iemenitas dizem que a ameaça atual pode ser uma retaliação a essa ofensiva.

Um funcionário da inteligência dos EUA e um diplomata do Oriente Médio disseram que o fechamento da embaixada foi desencadeado pela interceptação de uma mensagem secreta entre o chefe da Al-Qaeda Ayman al-Zawahri e o líder do braço do grupo terrorista no Iêmen Nasser al-Wahishi sobre os planos de um grande atentado.

O avião dos EUA matou os militantes na Província de Shabwa, incendiando dois veículos, afirmaram fontes de segurança. Habitantes da região Markha afirmaram que havia corpos em chamas dentro dos dois veículos.

As autoridades montaram postos de controle em Sanaa para revistar carros e pessoas. Altos funcionários do governo, junto com os comandantes militares e de segurança, foram orientados a permanecer alertas e limitar seus movimentos.

Embora admitam o programa de drones no Iêmen, os EUA não confirmam ataques individuais, nem divulgam informação sobre quantos aviões são utilizados. Fonte: Associated Press e Dow Jones Newswires.

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