Iêmen oferece US$ 80 mil por informação sobre terroristas

Espanha envia agentes para ajudar a investigar atentado que matou sete turistas

Agencia Estado

03 Julho 2007 | 15h41

O presidente do Iêmen, Ali Abdullah Saleh, prometeu nesta terça-feira, 3, uma recompensa de 15 milhões de rials iemenitas, cerca de US$ 80 mil, a quem der informações que ajudem na detenção dos terroristas, após o atentado suicida em Marib.Sete espanhóis e dois iemenitas morreram na segunda-feira num atentado suicida numa área turística do leste do Iêmen. As autoridades do país atribuem o ataque à Al-Qaeda. Outros cinco espanhóis foram feridos. Até o momento, nenhum grupo assumiu a autoria do ataque.Em entrevista coletiva em Sana, Saleh se comprometeu a lançar uma "guerra contra os terroristas", e afirmou que o terrorista responsável pelo ataque "não era iemenita". "As primeiras investigações mostram que o terrorista era de (outro) país árabe", disse Saleh na entrevista coletiva, a primeira que realizada depois do atentado.O dirigente iemenita não quis precisar a nacionalidade do atacante, mas disse que os órgãos de segurança intensificaram as investigações sobre o atentado e "anunciarão mais detalhes nos próximos dias".No entanto, Saleh reafirmou que as primeiras informações mostram que a rede Al-Qaeda está por trás do ataque, o mais recente cometido com carro-bomba no Iêmen desde os que ocorreram em setembro de 2006 contra instalações petrolíferas em Marib, e causaram a morte de quatro suicidas e um policial.A Al-Qaeda tinha avisado há uma semana que reagiria à campanha dos órgãos de segurança iemenitas, e que ia vingar a detenção de seus membros no país. Fontes do Ministério do Interior não descartam que o autor do atentado seja um dos 23 membros do grupo que conseguiram fugir de uma prisão iemenita no início de 2006.A segurança foi reforçada principalmente na capital, Sana. A polícia aumentou a proteção a locais vitais, instituições governamentais e embaixadas estrangeiras, além dos pontos turísticos, segundo testemunhas e fontes policiais.Na estrada entre Sana e Marib, onde ocorreu o atentado, a cerca de 170 quilômetros da capital, foram estabelecidos vários postos de controle. Nos arredores do Templo de Mahram Bilqis há uma intensa presença de policiais armados com fuzis e vestidos à paisana. Em frente ao templo, que data de mais de 3 mil anos, permanecem os restos de cinco veículos 4x4, um dos quais foi utilizado no ataque terrorista.O Iêmen foi um dos primeiros Estados árabes a se unir aos Estados Unidos na luta contra o terrorismo após os atentados de 11 de setembro de 2001.Colaboração espanholaTrês agentes da Polícia Científica da Espanha vão nesta terça ao Iêmen para colaborar nos trabalhos de investigação do atentado. Os agentes viajarão num avião da Força Aérea espanhola, que também será usado para repatriar os corpos dos turistas espanhóis assassinados. Os três especialistas que se deslocarão ao Iêmen são o chefe do Grupo da Polícia Científica, um antropólogo e um biólogo, segundo o porta-voz. A missão dos agentes é colaborar na investigação das circunstâncias do atentado.O Ministério de Relações Exteriores espanhol informou que, entre os sobreviventes do atentado, o estado mais grave é o de María Assunción Vitorica Arbaiza., que respira com o auxílio de aparelhos. Outros feridos se encontram em situação estável.

Mais conteúdo sobre:
IêmenEspanhaatentado

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.