Iêmen quer devolução de mísseis interceptados

O governo do Iêmen exigiu hoje a liberação dos mísseis Scud encontrados pela patrulha espanhola escondidos a bordo de um navio com bandeira norte-coreana, na segunda-feira. O Iêmen, um país que tem despertado preocupações do Estados Unidos por abrigar possíveis atividades ligadas ao grupo islâmico Al-Qaeda, de Osama bin Laden, divulgou um comunicado formal para Washington e Madri protestando contra a apreensão do navio, no Mar Arábico, a cerca de 950 quilômetros do Chifre da África. Após a interceptação, a Espanha deu a guarda do navio para os EUA. "Os produtos embarcados fazem parte de contratos que assinamos há algum tempo. Eles pertencem ao governo do Iêmen e ao Exército e destinam-se a ações de defesa", informou a agência oficial de notícias do Iêmen, Saba, atribuindo a declaração ao ministro de Relações Exteriores, Abubakr al-Qirbi. O navio levava pelo menos 12 mísseis similares ao Scud. Funcionários norte-americanos disseram que os mísseis, encontrados sob uma parede de concreto, têm de curto a médio alcance e são similares aos usados pelo Iraque durante a Guerra do Golfo, em 1991. Também foram encontradas partes de mísseis. O Iêmen é apontado pelos EUA como um país que abriga terroristas, embora o governo iemenita seja um aliado de Washington na guerra ao terrorismo. O porto iemenita de Áden foi o local do atentado de outubro de 2000 contra o destróier norte-americano Cole, que deixou 17 mortos. Já a Coréia do Norte é citada pelo presidente norte-americano, George W. Bush, como componente de um "eixo do mal", que incluiria ainda o Iraque e o Irã.

Agencia Estado,

11 Dezembro 2002 | 13h44

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