Igreja alemã pede esforço para política migratória

O presidente da Conferência Episcopal Alemã, o cardeal Karl Lehmann, defendeu hoje um "novo começo" na política de imigração, com maiores esforços por parte dos políticos, mas também dos próprios imigrantes. Falando à rádio Deutschlandfunk, ele citou três áreas nas quais, na sua opinião, é preciso redobrar os esforços: o idioma, o trabalho e o ambiente social. Todo estrangeiro que queira ficar por um tempo prolongado na Alemanha deve entender que seus filhos precisam aprender a falar alemão, disse o cardeal, pedindo maior empenho dos pais e maiores incentivos para que os imigrantes se sintam motivados. O debate sobre os problemas de adaptação dos imigrantes na Alemanha vem se aquecendo devido aos incidentes num colégio de Berlim e ao caso do assassinato "em nome da honra" de uma jovem turca, por parte de seus parentes. Num colégio no bairro berlinense de Neukoelln, os professores escreveram uma carta aberta pedindo ajuda, porque se sentiam incapazes de conter a violência dos alunos. Esta semana, em Berlim, a polêmica aumentou por causa da decisão dos juízes que só condenaram um dos três acusados de matar uma jovem para "lavar a honra da família", que se sentia ofendida pelo estilo ocidental de vida que ela levava. O ministro do Interior da cidade-estado de Berlim, o social-democrata Ehard Koerting, deu um prazo para a família deixar o país, já que, como disse, não está disposta a aceitar os valores da Alemanha. Alguns políticos democratas-cristãos pedem leis mais duras para os imigrantes. O porta-voz de política interna do grupo parlamentar conservador, Hans-Peter Uhl, sugeriu que a falta de disposição para se integrar seja considerada um delito.

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