Igreja Católica de Cuba anuncia libertação de mais 3 presos políticos

Dissidentes viajarão à Espanha, que já recebeu outros 39 presos

estadão.com.br,

09 de outubro de 2010 | 19h47

HAVANA - A Igreja Católica de Cuba anunciou neste sábado, 9, a próxima libertação de outros três presos políticos que também viajarão à Espanha, totalizando 42 o número de dissidentes que foram libertados após aceitar essa condição.

 

Entre os presos que serão libertados estão Ciro Pérez Santana, Arturo Suárez Ramos e Rolando Jiménez Posada, segundo uma nota do Arcebispado de Havana.

 

Nenhum dos três prisioneiros faz parte do "Grupo dos 75", do qual o governo do general Raúl Castro concordou com a libertação dos 52 que permaneceram na prisão no início de julho.

 

Com o anúncio dessas libertações, a intenção de estender a libertação dos presos políticos além dos 52 autorizados parece ser confirmada pelo regime cubano.

 

Até agora, foram liberados e viajaram para a Espanha com sua família, 39 presos políticos condenados durante a opressiva conhecida como "Primavera Negra" de 2003. Permanecem na prisão outros 13 adversários do regime e desses, pelo menos 12, não aceitam a condição de ir para a Espanha.

 

Segundo dados da Comissão Cubana de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional (CCDHRN), Rolando Jiménez Posada, é reconhecido como um prisioneiro de consciência pela Anistia Internacional, e foi preso e condenado em 2003 sob a acusação de desacato e divulgação de segredos de Segurança Estado.

 

No caso de Ciro Pérez Santana, sua prisão foi em 1994 quando foi condenado a 20 anos por tentativa de saída ilegal da ilha, pirataria, porte ilegal de armas de fogo e agressão.

 

Por sua vez, Arturo Suárez Ramos, em 1987, enfrentou acusações semelhantes de tentativa de saída ilegal de Cuba e da pirataria, com uma pena de 30 anos de prisão.

 

Segundo fontes da CCDHRN, Suárez Ramos esteve na prisão por 23 anos, tornando-o o segundo prisioneiro em Cuba por razões políticas mais tempo na cadeia.

 

O mais antigo, de acordo com a CCDHRN, é Adrián Álvarez Arencibia, preso em 1985 e que tem 25 anos de prisão.

 

Com informações da EFE.

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