Igreja confirma libertação e ida de 17 presos cubanos à Espanha

Outros sete nomes foram confirmados neste sábado; libertação faz parte de acordo da Igreja com governo cubano

EFE,

10 de julho de 2010 | 17h33

A Igreja Católica cubana divulgou neste sábado, 10, mais sete nomes e elevou a 17 o total de presos políticos que devem ser soltos nos próximos dias e viajar para a Espanha.

O Arcebispado de Havana emitiu neste sábado um segundo comunicado informando das sete libertações. Elas se somam às cinco anunciadas há poucas horas e a outras cinco divulgadas na quinta-feira passada.

As novas libertações anunciadas são de Arturo Pérez de Alejo, Jorge González Tanquero, Manuel Ubals González, Alfredo Manuel Pulido López, Blas Giraldo Reyes Rodríguez, Ricardo Enrique Silva Gual e José Ubaldo Izquierdo Hernández.

Todos esses opositores, considerados presos de consciência pela Anistia Internacional, fazem parte do chamado Grupo dos 75, condenados a penas de até 28 anos na onda repressiva de 2003 (Primavera Negra).

O Governo Raúl Castro se comprometeu a libertar todos os presos desse grupo ainda reclusos, um total de 52, de forma gradual e em até quatro meses.

A decisão se insere no diálogo aberto com a Igreja Católica da ilha e apoiado pelo Governo da Espanha. Setores da dissidência cubana, porém, criticam as libertações por estarem condicionadas à saída de Cuba.

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