Igreja de Madri será multada por esconder caso de abuso

Uma corte de Madri condenou nesta segunda-feira um padre que abusou sexualmente de um menino de 12 anos e ordenou que o escritório do arcebispo pague 30 mil euros de indenização para a vítima por ter ocultado informações de que sabia da ocorrência. Rafael Sanz Nieto, um padre de 74 anos na vizinhança sulista de Aluche, em Madri, foi condenado de repetidamente ter abusado do rapaz, mas foi absolvido da acusação de tentativa de estupro. Sanz Nieto foi sentenciado a dois anos de prisão. O escritório do arcebispo e seu representante, o Cardeal Antonio Maria Rouco Varela, receberam a ordem para pagar indenizações pelos danos físicos e emocionais sofridos pelo rapaz. O escritório disse saber dos incidentes - mas isolou o padre em um monastério ao invés de relatar o ocorrido - disse o diário espanhol El Pais em seu website. Os instrutores de catequese do garoto informaram o caso a autoridades do governo - e foram removidos da paróquia e reprimidos por membros da igreja. De acordo com a sentença, o abuso aconteceu na casa da criança e na igreja que freqüentava, embora Sanz Nieto tenha dito que apenas ajudava o mesmo com a lição de casa. O padre teria dito à vítima que atos sexuais eram "bons para o desenvolvimento físico", informou a agência EFE.

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