Igreja deve ajudar reconciliação no Oriente Médio, diz papa

Pontífice retomou o tema central do Sínodo sobre o Oriente Médio que reunirá no Vaticano 185 bispos

EFE

10 de outubro de 2010 | 11h20

O papa Bento XVI disse hoje que no Oriente Médio a Igreja Católica tem a missão de ser "sinal e instrumento de unidade e de reconciliação", em sua tradicional reza do Ângelus dominical a partir da Praça de São Pedro do Vaticano.

 

O Pontífice acrescentou que a Igreja deve manter nos países da região, "marcados por divisões profundas e velhos conflitos", o modelo da "primeira comunidade de Jerusalém, na qual a multidão de fiéis tinha um só coração e uma só alma".

 

"Trata-se de um duro dever, desde o momento em que os cristãos no Oriente Médio devem suportar com frequência condições de vida difíceis, tanto pessoal, quanto familiar e na comunidade", acrescentou Bento XVI, que ressaltou que estas circunstâncias não devem desalentar.

 

O Pontífice retomou o tema central do Sínodo sobre o Oriente Médio que, de hoje até 24 de outubro, reunirá no Vaticano 185 bispos, e que já tinha abordado na missa que precedeu ao Ângelus na Basílica de São Pedro, com a qual foram abertos os trabalhos da assembleia.

 

Ao Sínodo assistirão 185 bispos católicos, dos quais 101 provêm do Oriente Médio, onde os cristãos são uma exígua minoria entre muçulmanos e judeus, e pertencem a igrejas de rito oriental em comunhão com Roma.

 

Entre os participantes estão nove patriarcas, 19 cardeais, 65 arcebispos e dez representantes de congregações religiosas presentes na zona.

 

Foram convidados Mohammad al-Sammak, conselheiro político do grão-mufti (máxima autoridade islâmica) do Líbano, o aiatolá iraniano Seyyed Mostafa Mohaghegh Ahmadabadi e o rabino David Rosen, presidente do comitê internacional judeu de questões interreligiosas.

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