Igreja dos EUA envolvida em outro escândalo sexual

Dan Shanahan, um ex-marine dos Estados Unidos, atualmente com 34 anos, denunciou na terça-feira que foi vítima de abusos sexuais por parte de um sacerdote católico, que lhe assegurou que o que ocorria entre ambos era um segredo que "só Deus conhecia". O ex-marine disse que foi vítima de abusos desde que tinha oito, e que o culpado foi o padre James Burnett, considerado por ele seu melhor amigo.Shanahan disse ainda que decidira revelar tudo porque se sentia culpado, pois enquanto ficava calado, outras crianças poderiam estar sendo vítimas desses mesmos abusos. A diocese de Joliet, onde Burnett é o chefe da catedral, disse que ele desmentiu as denúncias.Escândalos em sérieNo entanto, afirmou que o sacerdote foi afastado de suas funções "até que o problema seja resolvido". Nos últimos anos, a Igreja Católica dos Estados Unidos foi sacudida por uma série de escândalos, todos vinculados a casos de pedofilia cometidos por seus sacerdotes.No início deste mês, a diocese de Spokane, no Estado de Washington, se declarou insolvente para proteger-se de processos, ofereceu um acordo extrajudicial no valor de US$ 45,7 milhões a 75 pessoas que asseguraram ter sido vítimas de abusos.O bispo William Skylstad, da diocese de Spokane, disse que foram apresentadas mais de 120 demandas por abusos sexuais, metades deles supostamente cometidos por dois de seus padres.Um dia antes, a diocese de Covington, no Estado de Kentucky, concordou em pagar US$ 85 milhões em compensação às vítimas de abusos sexuais cometidos por seus sacerdotes. Segundo um anúncio oficial, o acordo da diocese inclui 361 pessoas que afirmam ter sido vítimas de abusos sexuais em um período de 50 anos.Segundo o juiz John Potter, o desejo das autoridades da diocese de compensar às vítimas dos abusos foi um fator que levou ao acordo. "Ao contrário do caso de outras dioceses, o tribunal acha que este desejo é sincero e teve uma influência importante na sua decisão", acrescentou.Em 2004, a diocese de Orange, no Estado da Califórnia, teve de pagar US$ 100 milhões para colocar um ponto final a aproximadamente 90 processos por abusos sexuais.

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