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Igreja é incendiada apesar de acordo entre líderes no Quênia

Testemunhas afirmam que não há vítimas; partidos concordam em buscar solução para crise política no país

Reuters, NAIRÓBI

02 de fevereiro de 2008 | 13h09

NAIRÓBI - Jovens queimaram uma igreja no Vale do Rift, no Quênia, neste sábado, 2, apesar do acordo entre governo e oposição para tentar pôr fim a semanas de derramamento de sangue.

Entenda o conflito no Quênia

Uma multidão cercou a Igreja Evangélica Great Harvest, próxima a Eldoret, onde pelo menos duas pessoas se abrigavam, e ateou fogo. Uma testemunha disse que as pessoas que estavam dentro da igreja escaparam ilesas.

Na sexta-feira, o ex-secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) Kofi Annan intermediou um acordo entre os políticos rivais no Quênia, incluindo medidas imediatas para coibir a violência pós-eleitoral que matou pelo menos 850 pessoas e desabrigou mais de 250 mil.

Tumultos, choques com as forças de segurança e revides étnicos eclodiram após o presidente Mwai Kibaki ter vencido a eleição de 27 de dezembro, que o rival Raila Odinga diz ter sido fraudada. O conflito, que vêm colocando a tribo Kikuyu, de Kibaki, contra a tribo Luo, de Odinga, manchou a imagem do país, há muito visto como um dos mais prósperos e estáveis da África ocidental.

Também ocorreram choques entre gangues representando as tribos Kisii e Kalenjin na estrada que liga as cidades de Kisii e Kericho, no Vale do Rift, disseram testemunhas. Elas afirmaram que a violência foi uma reação à morte do parlamentar de oposição David Kimutai Too, um kalenjin morto a tiros em Eldoret na quinta-feira por um policial de trânsito kisii. A polícia disse se tratar de crime passional, mas a oposição argumenta que foi um assassinato político. Ele foi o segundo parlamentar de oposição morto esta semana.

Na sexta-feira, além de prometerem o fim da violência, os partidos concordaram em discutir ajuda humanitária a refugiados e um modo de acabar com o impasse político. Eles esperam que isso aconteça nos 15 dias de negociações, iniciados em 29 de janeiro.

O conflito trouxe à tona décadas de disputas entre grupos tribais sobre a terra, a riqueza e o poder, desde o governo colonial britânico, e alimentadas por políticos quenianos nos 44 anos de independência.

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