Igreja nega refúgio político a líderes da revolta em Oaxaca

A Igreja Católica rejeitou neste domingo o refúgio político solicitado pelos dirigentes da Assembléia Popular dos Povos de Oaxaca (APPO), alegando que não possui infra-estrutura para garantir a segurança dos manifestantes.Os líderes da APPO, que mantêm sua exigência de renúncia do governador de Oaxaca, Ulises Ruíz, solicitaram na quarta-feira o amparo da Igreja perante as ameaças de morte e o temor de serem presos."Consideramos que não temos os recursos nem a infra-estrutura para garantir a integridade física das pessoas, o que significa uma grande responsabilidade", disse o arcebispo de Oaxaca, José Luis Chávez Botello."Assegurar a integridade física das pessoas é responsabilidade do Governo; expusemos isso à Secretaria de Governo para que atenda esta urgência que manifestam alguns dirigentes, de acordo com a situação real e de comum acordo com a APPO", acrescentou Botello.O representante da Igreja afirmou que mantém a imparcialidade e a neutralidade para contribuir na busca de uma solução ao problema vivido pelo estado mexicano desde maio.Por sua parte, Zenen Bravo, um dos dirigentes da APPO, disse que a declaração de Chávez Botello não foi recebida como uma negativa para que o grupo possa "fazer uso do espaço".Bravo afirmou que, "perante a agressividade de Ulises Ruíz e seus sicários", a hierarquia católica não teria pessoal ou armamento suficientes para tentar algum tipo de resistência.O dirigente da APPO assinalou que, em último caso, uma comissão conversará com os representantes da Igreja. "Implicitamente, nos estão nos dizendo que negarão o espaço, mas afirmam que não têm as condições para garantir a nossa segurança", insistiu Bravo.

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