Igrejas e grupo cívico da África do Sul pedem reconciliação

Grupos estão temerosos que tensões raciais aumentem após assassinato de Terreblanche

EFE

05 de abril de 2010 | 10h16

JOHANESBURGO - O Conselho Sul Africano de Igrejas (SACC, na sigla em inglês) e a Organização Cívica Nacional Sul-Africana (Sanco) pediram hoje aos políticos que ajudem a conseguir uma "reconciliação", após a comoção gerada no país pelo assassinato do líder ultradireitista branco Eugene Terreblanche.

 

Em uma declaração divulgada hoje pelo secretário-geral, Eddie Makue, a SACC reivindica "um passo a frente" dos partidos para liderar a reconciliação "necessária para o país neste momento".

 

Makue pede também que "essa liderança exclua discursos incendiários ou canções que levem o país a violência", em referência à canção do período do "apartheid".

 

Há dois meses, o líder da liga juvenil do governamental Congresso Nacional Africano (CNA), Julius Malema, entoa em seus comícios essa canção, que na semana passada foi proibida pelos tribunais após várias denúncias de organizações políticas e de defesa dos direitos humanos.

 

"Estamos comovidos pelo assassinato de Terreblanche e condenamos e rejeitamos qualquer tentativa de justificar este ato", indica Makue, argumentanto que este fato pode "dividir o país" e "destruir os avanços na reconciliação" conquistados desde o fim do regime segregacionista do apartheid em 1994.

 

O partido de Terreblanche, o Movimento de Resistência Afrikaner (AWB, na sigla em inglês), responsabilizou o Governo, o CNA e, diretamente, Malema pelo assassinato e prometeu "vingança".

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