Igrejas pedem boicote a produtos de colonos judeus

Igrejas e ativistas dos direitos humanos de todo o mundo anunciaram que estudarão formas de boicotar produtos feitos em assentamentos judeus nos territórios palestinos ocupados, alegando que os assentamentos são uma causa da violência na região. O Conselho Mundial de Igrejas afirmou que os cerca de 50 participantes de um encontro de dois dias buscavam formas de "fortalecer o amplo apoio internacional a uma ampla paz, baseado na justiça e segurança para os povos palestino e israelense"."Ser membro e representante de comunidades de fé obriga a um compromisso com uma moral básica, uma posição ética", disse o reverendo Konrad Raiser, secretário-geral do conselho. "Esperamos evitar que o conflito se torne totalmente uma mera luta pelo poder". Entre os participantes do encontro em Genebra estavam representantes de igrejas dos Estados Unidos, Europa e Oriente Médio, e ativistas judeus dos direitos humanos."Ocupação é violência", afirmou Jean Zaru, do Centro Ecumênico de Teologia da Libertação Sabeel, de Jerusalém. "Temos de expor a violência estrutural da ocupação."Além dos planos de boicote aos produtos, o encontro também decidiu fazer mais contra a "destruição de propriedade e a expulsão das pessoas de suas casas e terras". Também foi considerado o envio de delegações religiosas para visitar Israel e os territórios ocupados, a fim de monitorar o conflito. O Conselho Mundial de Igrejas representa de 350 milhões a 450 milhões de cristãos de todo o mundo, fora da Igreja Católica Romana.

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