Ilha prepara-se para receber sistema de defesa antimísseis

Prevenidos para os tufões que atingem Guam sazonalmente, habitantes não alteram rotina diante de ameaça de guerra

HAGATNA, GUAM, O Estado de S.Paulo

06 de abril de 2013 | 02h04

Acostumada à convivência com a presença militar, a população da Ilha de Guam verá proximamente um novo elemento de defesa em funcionamento: o sistema antimísseis a caminho do território americano no Pacífico.

A remota ilha tropical, considerada dentro do alcance das ogivas nucleares norte-coreanas, não é novata em conflitos internacionais. Suas águas servem de cemitério para tanques da 2.ª Guerra e os habitantes mais velhos lembram da vida sob ocupação japonesa. Os moradores afirmam que a ameaça da Coreia do Norte os preocupa menos que, por exemplo, algum dos tufões que costumam atingir o território sazonalmente.

"O pior que pode nos acontecer é permitirmos que isso nos aterrorize", afirma C.J. Urquico, diretor de criação de uma empresa de telecomunicações. "Não há sensação de medo", disse, fazendo uma ressalva: "As pessoas estão prestando atenção. Afinal, quantas vezes já ganhamos destaque no Twitter?".

O gerente de vendas Michael Benito, que trabalha em um supermercado no oeste da ilha, afirmou que não houve uma alta procura por enlatados. Benito ressaltou que a maioria da população já está preparada para desastres, com lanternas e alimentos estocados em casa, em virtude das frequentes tormentas que atingem a região. "Por sorte, todos já têm casas de concreto aqui, então a ilha é uma espécie de bunker já", brincou Leonard Calvo, vice-presidente de uma empresa que investe em seguros, imóveis, mídia e vendas. / AP

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