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Ilhas Maldivas buscam território por aumento do nível do mar

Aquecimento global faz com que presidente eleito queira realocar a população do país em uma nova área

Agências internacionais,

11 de novembro de 2008 | 12h02

O novo presidente das Ilhas Maldivas, Mohammed Nasheed, que jurou nesta terça-feira, 11, seu cargo e encerrou 30 anos de mandato de seu antecessor no arquipélago situado no oceano Índico, está em busca de meios para proteger o país das ameaças do aquecimento global. Segundo a BBC, ele já anunciou planos para comprar um novo território para o seu povo.   Ele está tão preocupado com o aumento do nível do mar causado pelo aquecimento global que acredita que os habitantes das ilhas que formam o país podem acabar tendo que se estabelecer em outros países. Com suas praias de areias brancas, palmeiras e mais de mil ilhas e atóis de coral banhadas pelas águas do Oceano Índico, as Maldivas, um ex-protetorado britânico, parecem um paraíso. Mas seu território está encolhendo a cada ano. No último século, o nível do mar em partes do arquipélago subiu quase 20 centímetros.   As Maldivas são a nação com a costa mais próxima ao nível do mar no mundo - seu relevo mais alto fica dois metros acima do nível do mar. A Organização das Nações Unidas (ONU) estimam que o nível do mar pode subir globalmente até quase 60 centímetros este século.   Nasheed teme que até uma elevação pequena possa levar à inundação de algumas ilhas. "Nós não podemos fazer nada para impedir as mudanças climáticas sozinhos então nós temos que comprar terra em outro lugar. É uma apólice de seguros para o pior quadro possível", afirmou.   O turismo traz milhões de dólares para o país anualmente. O plano do presidente eleito é criar o que ele qualifica como um "fundo soberano" (aplicação de parte das reservas internacionais em investimentos de maior risco e retorno) gerado pela "importação de turistas" da forma como os países árabes fizeram com a exportação de petróleo. "O Kuwait investiu em empresas, nós vamos investir em terras", afirmou.   Nasheed procura um lugar próximo, com cultura, culinária e clima semelhantes - possivelmente na Índia ou Sri Lanka. Mas a Austrália também está sendo levada em conta por causa das dimensões de territórios desocupados. Ele teme que, se não tomar medidas prevendo o futuro, os descendentes dos 300 mil habitantes das ilhas Maldivas podem se tornar refugiados ambientais. "Nós não queremos deixar as Maldivas, mas nós não queremos ser refugiados vivendo em tendas por décadas", concluiu Nasheed.

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