Ilhas Senkaku pertencem ao Japão, diz Abe

Em um discurso realizado nesta quinta-feira, o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, voltou seu foco diretamente para a necessidade de uma defesa forte e uma postura diplomática, pedindo à China que se abstenha de "atos perigosos".

AE, Agência Estado

28 de fevereiro de 2013 | 02h58

Abrindo seu discurso com um apelo por um Japão forte e independente, Abe disse que "não há disputa territorial que requer resolução", já que as ilhas Senkaku "claramente pertencem ao Japão". As ilhas também são reivindicadas pela China, que as chama de Diaoyu.

Abe caracteriza um incidente ocorrido em janeiro, quando navios de guerra chineses colocaram um navio japonês me seus radares de armas, como um "ato perigoso que pode aumentar as coisas". China nega conhecimento oficial do incidente.

Ainda que ele tenha oferecido garantias de que as relações com a China e com a Coréia do Sul são importantes e não devem ser afetados por problemas individuais, o discurso ficou em contraste com um feito em janeiro, quando as questões de segurança só receberam menção superficial.

Em vez disso, o foco desta vez foi na diplomacia e defesa - assuntos que o premiê é amplamente conhecido por ter opiniões fortes, mas que têm sido atenuadas em favor da economia.

"Os desafios contínuos às nossas fronteiras e soberania aumentaram o nível de hostilidade do nosso ambiente de segurança", disse Abe.

Citando as palavras da ex-premiê britânica Margaret Thatcher proferidas durante o conflito na década de 1980 com a Argentina sobre as Ilhas Malvinas, Abe disse que "a regra do direito internacional deve triunfar sobre o esforço da força". Ele acrescentou que as recentes ameaças aos limites territoriais do Japão são um "perigo claro e presente" para a comunidade internacional.

Referindo-se ao seu encontro com o presidente dos EUA, Barack Obama, na semana passada, Abe assumiu o crédito por restaurar a relação diplomática do Japão com os EUA. O partido de Abe alega que as relações entre as duas nações foram danificadas durante o mandato de três anos do Partido Democrático do Japão (PDJ).

No entanto, ele permaneceu em silêncio sobre se o Japão iria se juntar ao pacto de livre comércio (TPP, na sigla em inglês), reiterando apenas que o governo iria tomar uma decisão daqui para frente.

A participação no TPP é altamente dividida para o Partido Liberal Democrata, sobre o qual o setor agrícola tem influência significativa. As informações são da Dow Jones.

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