Brendan McDermid/Reuters
Brendan McDermid/Reuters

Imã diz estar 'explorando opções' sobre mesquita perto do Marco Zero

Responsável pelo polêmico projeto diz que quer resolver impasse sobre construção.

Alessandra Corrêa, BBC

13 de setembro de 2010 | 18h45

O imã Feisal Abdul Rauf, responsável pelo projeto de construir um centro comunitário islâmico perto do local dos ataques de 11 de setembro de 2001, em Nova York, indicou nesta segunda-feira, 13, que nenhuma decisão foi tomada sobre o futuro da construção.

"Estamos explorando todas as opções", disse Rauf, em uma palestra no Council on Foreign Relations em Nova York. "Tudo está sobre a mesa."

A construção do centro islâmico a dois quarteirões do Marco Zero tem provocado polêmica.

Pesquisas de opinião indicam que a maioria dos americanos é contra o projeto, por considerá-lo desrespeitoso às vítimas dos ataques, perpetrados pela rede extremista islâmica Al-Qaeda.

No sábado, nono aniversário dos ataques, foram realizadas em Nova York manifestações contra e a favor da construção do centro islâmico.

Impasse

O clérigo muçulmano disse ter sido surpreendido pela polêmica gerada pelo projeto e afirmou que pretende resolver o impasse.

"O que começou como uma disputa sobre um centro comunitário no sul de Manhattan cresceu e se transformou em uma polêmica muito maior, sobre a relação entre minha amada religião e meu amado país - entre o Islã e os Estados Unidos", disse Rauf.

"Estamos realmente comprometidos em resolver (o impasse)", afirmou. "Dou minha palavra."

A polêmica ganhou mais destaque ainda depois que um pastor de uma pequena congregação na Flórida anunciou sua intenção de queimar exemplares do Alcorão, o livro sagrado dos muçulmanos, para marcar o aniversário dos ataques.

O pastor Terry Jones acabou desistindo de seus planos, mas o episódio provocou críticas e protestos em diversos países.

Jones chegou a dizer que havia cancelado seu protesto após um acordo com Rauf para mudar a localização do centro islâmico. O clérigo muçulmano, porém, negou qualquer acordo com Jones.

No fim de semana, Rauf disse que radicais no mundo islâmico seriam fortalecidos caso ele fosse obrigado a mudar a localização do centro cultural.

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