Imã do Bahrein diz que negociação com governo deve ter garantias

Manifestantes estão reunidos na Praça da Pérola para pressionar monarquia sunita

Associated Press

25 de fevereiro de 2011 | 12h23

Manifestante xiitas se reúnem para a reza de sexta, ande de dar início a protestos. Foto: Hamad I Mohammed/Reuters

 

 

MANAMA - Um alto clérigo do Bahrein disse nesta sexta-feira, 25, que qualquer diálogo entre manifestantes oposicionistas e o governo deve levar a resultados claros que abarquem as demandas do povo.

 

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O imã Isa Qassim emitiu o pedido de condições para as conversas ao mesmo tempo em que os opositores se preparavam para iniciar marchas em massa na Praça da Pérola, que se tornou o ponto focal dos protestos. Os manifestantes esperam manter a pressão sobre a monarquia sunita que controla o Bahrein, um aliado chave dos EUA no Golfo Pérsico e que abriga a Quinta Frota da Marinha.

 

 

Num sermão em uma mesquita xiita na cidade de Diraz, Qassim pediu negociações "claras, abrangentes e produtivas". Ele disse que os manifestantes querem garantias sobre o que fosse decidido nas conversas.

 

"Nós não queremos o diálogo só pelo diálogo, não queremos o diálogo para perder tempo ou para absorver a raiva", disse Qassim. "Queremos um processo significativo, viável e sustentável... Buscamos uma mudança fundamental para o atual processo político baseado em demandas legítimas."

 

Os governantes sunitas do Bahrein ofereceram-se para conversar com os grupos de oposição xiita para tentar resolver a disputa. Os xiitas representam cerca de 70% dos 525 mil de habitantes do Bahrein, mas há muito se queixam de discriminação sistemática e outros abusos pela dinastia sunita que governou por mais de dois séculos.

 

A oposição parece dividida em seus objetivos, com alguns buscando maiores reformas democráticas, incluindo a remoção do primeiro-ministro ministro, tio do rei. Outros, no entanto, estão exigindo a destituição do atual regime por completo.

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