Craig Ruttle/AP
Craig Ruttle/AP

Imã responsável por centro islâmico está sob proteção da polícia de NY

Por motivos de segurança, Feisal Abdul Rauf não frequenta mais seu escritório na cidade

estadão.com.br

21 de setembro de 2010 | 11h15

NOVA YORK - O imã responsável pelo projeto da construção de um centro islâmico e uma mesquita perto do Marco Zero, onde ficavam as Torres Gêmeas do World Trade Center, não frequenta mais a cidade de Nova York por motivos de segurança e recebe proteção da polícia, informaram ao canal CNN fontes próximas do religioso.

 

"Há um monte de loucos por aí e é por isso que ele está recebendo proteção da polícia de Nova York", disse o reverendo James Parks Morton, amigo do imã Feisal Abdul Rauf.

 

"Sei que ele está protegido, que ele não fica mais nos lugares que costumava, que ele não está trabalhando de seu escritório e que ele está muito preocupado com sua segurança", disse outro colega do imã, o rabino J. Rolando Matalon. "Ele está em um local desconhecido", disse.

 

A polícia de Nova York não comentou o caso. A divisão local do FBI, a polícia federal dos EUA, também não. Um representante de Rauf também rejeitou falar sobre o caso alegando motivos de segurança.

 

Morton disse que o imã está evitando Nova York, onde costuma trabalhar, desde que retornou de uma viagem ao Oriente Médio pelo Departamento de Estado, há duas semanas. O reverendo conhece Rauf e sua família desde os anos 60 e trabalha no mesmo prédio que ele.

 

Rauf não compareceu a uma coletiva de imprensa no local onde será construído o centro islâmico. Zaheer Uddin, diretor executivo da Liderança Islâmica do Conselho de Nova York, disse que motivos de segurança o fizeram se ausentar.

 

O projeto do centro islâmico despertou críticas dos familiares das vítimas dos atentados de 2001, realizados por fundamentalistas islâmicos. Eles consideram o local sensível para a construção do centro e acreditam que erguê-lo ali seria um ato de desrespeito.

 

O complexo de 13 andares que está sendo construído foi orçado em US$ 100 milhões. O centro terá uma mesquita, estações culturais, áreas esportivas e outros espaços públicos.

 

Tanto a Prefeitura de Nova York e o governo do Estado de Nova Jersey ofereceram outras opções de terreno e dizem buscar soluções para o impasse. Os idealizadores do projeto, porém, alegam que ele atenderia a comunidade de Manhattan e descartaram levá-lo para outro lugar.

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