Imagem de Sharon será usada na propaganda eleitoral

Apesar de se encontrar em estado de coma desde o início de janeiro, o primeiro-ministro afastado Ariel Sharon deverá ter um papel importante na campanha eleitoral. Tanto o partido Kadima, fundado por ele, como o Likud devem usar a imagem de Sharon na propaganda eleitoral. A propaganda nos canais abertos da televisão é vista como a reta final da campanha que começou há mais de três meses, desde que Sharon anunciou a antecipação das eleições para 28 de março.Três semanas antes do pleito, 31 partidos disputam os votos dos eleitores israelenses, mas, segundo as pesquisas, apenas 11 partidos têm chances de obter o mínimo necessário de votos para obter uma cadeira no parlamento.PesquisaDe acordo com a pesquisa do jornal Yediot Ahronot, o partido de centro, Kadima, se encontra em primeiro lugar, com 38 das 120 cadeiras do parlamento.Em segundo lugar está o Partido Trabalhista, com 20 cadeiras, seguido pelo partido da direita, o Likud, com apenas 15. O Partido Trabalhista, comandado pelo líder sindical Amir Peretz, está dando destaque a questões socio-econômicas.Já o Kadima e o Likud se concentram mais na questão do conflito entre Israel e os palestinos. De acordo com o analista Sever Plotzker, do jornal Yediot Ahronot, "a agenda socio-econômica foi posta de lado com a vitória do Hamas nas eleições palestinas, pois as questões existenciais do país voltam a preocupar os israelenses".O slogan principal da campanha do Likud, liderado pelo ex-primeiro-ministro Binyamin Netaniahu, é "Forte diante do Hamas - Likud/Netaniahu".Já o slogan dos trabalhistas é "Lutaremos contra o terror e venceremos a pobreza". "Kadima (para a frente) Israel" é o mote da propaganda do partido que lidera as pesquisas.O Kadima, encabeçado pelo primeiro-ministro em exercício, Ehud Olmert, apresenta uma linha de seguir a política unilateral iniciada por Ariel Sharon com a retirada da Faixa de Gaza.De acordo com Avi Dichter, um dos principais líderes do partido e ex-chefe dos serviços secretos, a vitória do Hamas significa que Israel não tem um parceiro para a negociação do lado palestino e portanto "terá de determinar suas fronteiras de maneira unilateral".Dichter declarou que, depois das eleições, o Kadima vai conduzir a retirada unilateral de parte dos assentamentos da Cisjordânia, porém Israel vai manter o controle militar das áreas desocupadas.Já o Likud acusa o Kadima de querer entregar partes da Terra de Israel ao Hamas e é contra qualquer retirada israelense da Cisjordânia.Apesar da vitória do Hamas, o Partido Trabalhista continua apoiando o caminho do diálogo com os palestinos. O líder do partido, Amir Peretz, se encontrou com o presidente palestino, Mahmoud Abbas, e disse que Israel deve fazer tudo para reforçar a liderança palestina moderada.A ministra das Relações Exteriores, Tzipi Livni, do Kadima, afirmou que "depois da vitória do Hamas, Mahmoud Abbas passou a ser irrelevante".

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