Imagens esvaziam grande parte de teorias conspiratórias

Cenário: Roberto Lameirinhas

O Estado de S.Paulo

16 de fevereiro de 2013 | 02h04

A divulgação das fotos do presidente venezuelano, Hugo Chávez, ontem, desfaz pelo menos uma das muitas teorias conspiratórias que circularam insistentemente em Caracas nas últimas semanas: a de que o líder bolivariano estaria morto. Um dos maiores promotores dessa versão é o empresário de comunicação convertido em blogueiro Federico Ravell, que no Twitter usa o codinome @LucioQuincioC. Ainda que mais discretamente, os rumores sobre a tão anunciada suposta morte de Chávez também ganharam espaço nas contas do Twitter dos jornalistas Nelson Bocaranda e do médico venezuelano que vive em Miami José Rafael Marquina.

Na esteira das escassas informações oficiais sobre o estado de saúde de Chávez, esses blogueiros assumiram posições de destaque na audiência da internet dentro e fora da Venezuela. As informações que ofereceram, no entanto, quase sempre se desmentiam dias depois.

Entre elas, Bocaranda publicou como certa a chegada de Chávez a São Paulo, onde teria seu câncer tratado pelos mesmos médicos do Hospital Sírio-Libanês que cuidaram do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente Dilma Rousseff. Os profissionais brasileiros, porém, desmentiram categoricamente que tivessem sido consultados por assessores de Chávez.

Na quinta-feira, tanto Bocaranda quanto Marquina sugeriam em suas contas no microblog uma piora no estado de saúde do líder venezuelano, informando que ele tinha retornado naquele dia - a mesma data mostrada no exemplar do Granma que Chávez segura nas fotos divulgadas ontem - para a UTI da clínica onde está internado, em Havana. Já Marquina insiste que as fotos não desmentem posts que ele publicou no Twitter em dezembro e janeiro. Segundo essas informações, a expectativa de vida de Chávez não passa deste primeiro semestre de 2013.

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