Imigração de judeus argentinos para Israel cresce 30%

A imigração de 1.500 argentinos de origem judaica para Israel até o fim de 2001 representará um aumento de 30% em relação ao número registrado no ano passado e é atribuída à grave crise econômica que atinge a Argentina. Segundo informações da agência responsável pelas relações entre Israel e as comunidades israelitas em todo o mundo, o primeiro grupo de imigrantes que chegou ao país depois do início da crise econômica era composto por 65 pessoas.Os imigrantes, com o apoio de um programa de emergência aprovado pelo governo israelense e pela agência, recebem um empréstimo de US$ 20 mil, sendo que um terço desse valor será uma doação, e um auxílio governamental de U$ 40 mil em hipoteca para adquirir uma casa. Além disso, o Ministério da Imigração proporcionará a cada família uma soma inicial de US$ 2.500 para se organizar na chegada ao país, onde podem aprender hebraico gratuitamente por seis meses, segundo o plano de emergência.Os movimentos que reúnem os "kibutz", tradicionais áreas produtivas socialistas de Israel, constituíram um "comitê de emergência" para ajudar a comunidade israelita da Argentina a enfrentar a crise e proporcionar alimentos e o ensino de hebraico para aqueles que desejarem imigrar.Desde a criação do Estado de Israel, em 1948, se radicaram no país cerca de 60.000 judeus argentinos, alguns dos quais participaram da guerra de independência do país. A última onda de imigração argentina para Israel foi registrada nos anos 60, quando houve um ataque de ativistas pró-nazistas contra uma jovem judia, Graciela Sirota, que teve a estrela de Davi marcada nos seios com uma faca.A Argentina, para onde imigraram milhares de judeus da Europa Oriental e dos países árabes, desde o início do século passado, tem hoje uma comunidade judaica de cerca de 200.000 pessoas, 10% da qual vive em condições de extrema pobreza. Pelo menos 80% dessa comunidade vive em Buenos Aires. Israel recebeu nos últimos meses 6.000 solicitações de entrada de judeus argentinos, o que obrigou os funcionários da agência de imigração a ampliar a jornada de trabalho até meia-noite.Leia o especial

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