Imigração feminina cresce na América Latina e no mundo

A migração feminina está aumentandona América Latina e no mundo, e já constitui metade de todas asmigrações entre países, embora as mulheres sejam maisvulneráveis a abusos que os homens e ganhem menos que eles,afirmou um levantamento do Banco Mundial. O estudo "Migração Internacional das Mulheres", divulgadona segunda-feira, revelou o crescimento da migração de mulheresna América Latina de 45 por cento nos anos 1960 para 50 porcento em 2005. O continente acompanha uma tendência global, já que 49,6por cento da população migrante do mundo é formada pormulheres. Há 45 anos, essa proporção era de 46,7 por cento. Apopulação migrante total soma 95 milhões de pessoas. "O fato de que agora as mulheres representam quase metadedo total da população migrante tem efeitos significativos nodesenvolvimento", disse Andrew Morrison, principal economistado Grupo de Gênero do Banco Mundial. "As mulheres enviam muito dinheiro às famílias, e asevidências coletadas nas zonas rurais do México demonstram quesua migração tem efeitos econômicos positivos para os lugaresque deixam para trás." No caso específico do México, o documento ressalta que oaumento do custo para cruzar a porosa fronteira com os EstadosUnidos é um desestímulo considerável à migração de mulheres,mas não tem uma incidência significativa entre os homens. "É provável que isso aconteça porque o custo da migraçãoilegal é mais alto para as mulheres que para os homens, já queelas estão mais expostas a sofrer abusos durante a migração",afirmou o documento. Nos Estados Unidos, a maior parte dos 12 milhões deimigrantes ilegais é de origem mexicana. Mais da metade entrouno país cruzando a perigosa fronteira sul, disse o estudo. O levantamento do Banco Mundial ressaltou também que onúmero de migrantes do sexo feminino é mais alto na ex-UniãoSoviética -- de 58 por cento do total, com tendência decrescimento.

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