Ivan Pierre Aguirre/The New York Times
Ivan Pierre Aguirre/The New York Times

Imigrante menor de idade detida nos EUA afirma ter sofrido abuso sexual de agente americano

Denúncia de hondurenha de 15 anos ocorre em meio ao escândalo de maus-tratos de menores em abrigos na fronteira americana

Redação, O Estado de S.Paulo

11 de julho de 2019 | 01h54

WASHINGTON - Uma imigrante hondurenha de 15 anos afirmou ter sido tocada sem consentimento por um agente americano em um dos centros de detenção localizado no estado do Arizona, nos Estados Unidos, na fronteira com o México.

A menor relatou a funcionários do governo que o agente a fez levantar a camisa, colocou a mão dentro do sutiã, tirou a calcinha e tocou em seus seios. Segundo o depoimento da adolescente, no momento que ocorria o toque, ela "se sentiu envergonhada, enquanto o agente falava em inglês com outros oficiais e ria".

Um porta-voz do Escritório de Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP, sigla em inglês) disse que "a denúncia de assédio sexual já está sendo investigada pelo Escritório do Inspetor Geral do Departamento de Segurança Nacional (DHS, sigla em inglês)". O porta-voz do CBP disse que as acusações "não se alinham com a prática comum" em suas instalações e que "elas serão investigadas minuciosamente".

"O CBP trata os que estão sob nossa custódia com dignidade e respeito e oferece várias opções para relatar qualquer reclamação de má conduta. Levamos todas as alegações a sério", acrescentou.

A reação do CBP veio após a emissora NBC ter tornado pública a denúncia da jovem hondurenha, recolhida por funcionários junto a outros casos de maus tratos a menores detidos em uma delegacia de polícia em Yuma, Arizona.

Em outra queixa, um guatemalteco de 16 anos afirmou que os agentes tiraram os colchões nos quais dormiam e os forçaram a passar a noite no chão quando reclamaram do gosto da água e da comida que receberam.

Os casos são divulgados semanas após visitas de advogados e congressistas a centros de detenção com menores no Texas que geraram uma enorme polêmica pelas condições nas quais as autoridades tinham aos detidos. As visitas foram feitas no final de junho e os advogados informaram que as crianças viviam em condições insalubres: sem fraldas, sabão, roupas limpas, escovas de dentes ou alimentos adequados. / EFE

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