Imigrantes africanos morrem em naufrágio de botes

Quarenta e cinco imigrantes irregulares, quase todos subsaarianos, morreram afogados no domingo em águas do Saara Ocidental, quando dois botes que se dirigiam ao arquipélago das Canárias naufragaram, informou hoje a representação do Crescente Vermelho na Mauritânia. No primeiro naufrágio, 23 imigrantes irregulares morreram, enquanto outros 20 foram resgatados com vida por uma patrulha marroquina. No segundo, 22 imigrantes se afogaram e 24 foram resgatados com vida por patrulhas da Mauritânia, segundo as fontes. O representante do Crescente Vermelho na cidade portuária mauritana de Nuadibu, Ahmedou Ould Haye, disse à EFE que o primeiro naufrágio aconteceu quando uma patrulha marroquina tentava socorrer os imigrantes de um bote à deriva em águas do Saara Ocidental. Devido às fortes ondas causadas pela tempestade que castigava a zona, o barco-patrulha marroquino colidiu com o bote ao tentar aproximar-se dele para salvar os 43 imigrantes que se achavam a bordo (38 malineses, três gambianos, um nigeriano e um marfinense). Segundo as fontes, o bote se partiu em dois em conseqüência da colisão com o barco marroquino e a maioria dos imigrantes caiu no mar. A guarda costeira pôde resgatar vivos 20 imigrantes (19 malineses e um marfinense) e recuperar os cadáveres de seis das 23 vítimas mortais do naufrágio. Os sobreviventes foram transferidos pelos marroquinos para o porto de Nuadibu, onde foram indiciados pelas autoridades mauritanas. O outro naufrágio também aconteceu em águas do Saara Ocidental devido às fortes ondas registradas no litoral atlântico. A guarda costeira mauritana saiu em auxílio de um bote acidentado, no qual viajavam 46 imigrantes irregulares, 25 deles da Guiné-Bissau, 19 da Gâmbia, um da Mauritânia e o outro de Mali. A patrulha mauritana conseguiu resgatar com vida 24 dos 46 imigrantes, que também foram transferidos ao porto de Nuadibu, situado junto à fronteira do Saara Ocidental com a Mauritânia. Os dois botes que naufragaram tinham zarpado de uma zona próxima a Nuadibu e se dirigiam às ilhas Canárias, segundo as fontes.

Agencia Estado,

06 Março 2006 | 19h31

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