Imigrantes marcham por legalidade nos EUA

Negociação sobre leis imigratórias, porém, indica que centenas de milhares de ilegais não serão beneficiados

WASHINGTON, O Estado de S.Paulo

13 de abril de 2013 | 02h02

Dezenas de milhares de manifestantes tomaram as ruas de várias cidades dos EUA ontem com o objetivo de pressionar para que o Congresso do país aprove regras que garantam aos 11 milhões de imigrantes ilegais atualmente em solo americano um caminho para a cidadania. No mesmo dia, fontes com acesso à negociação sobre as novas leis afirmaram que pessoas que chegaram ao país após 31 de dezembro de 2011 não serão beneficiadas.

A data limite poderá impedir que os centenas de milhares de imigrantes que entraram nos EUA sem permissão para viver no país nos últimos 16 meses tenham direito a solicitar a legalização de seu status - e, possivelmente, a cidadania americana. O texto das leis será apresentado por uma comissão bipartidária de oito senadores, na próxima semana.

Nos EUA, toda legislação que legalize a situação de imigrantes tem uma data limite para começar a vigorar, para desencorajar fluxos de imigração ilegal.

Alguns partidários da reforma imigratória no grupo de discussão têm pedido que a data seja a mais próxima possível e propuseram 1.º de janeiro como data limite para a legalização. O senador Marco Rubio, republicano da Flórida e integrante da comissão, conseguiu que a data preestabelecida como ponto de corte seja 31 de janeiro de 2011.

Mobilização. Os organizadores dos protestos que ocorreram ontem nos EUA afirmaram que as manifestações foram realizadas em 18 Estados. Em Washington, uma multidão festiva reuniu-se diante da ala oeste do Capitólio. "Não obteremos uma reforma migratória apenas vindo a Washington. Precisamos marchar pelas ruas de todo o país", disse Ben Moterroso, um dos líderes dos protestos. / NYT e AP

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