Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Estadão Digital
Apenas R$99,90/ano
APENAS R$99,90/ANO APROVEITE

Impasse começa a dividir aliados de Micheletti

O impasse em Honduras, agravado com a volta em segredo ao país, no dia 21, do presidente deposto, Manuel Zelaya, começa a dividir os aliados do governo de facto comandado por Roberto Micheletti. Depois de críticas de parlamentares e dos candidatos presidenciais à decretação do estado de sítio no domingo, empresários e até o comandante militar do regime deixaram claro ontem que a solução passa pelo diálogo. O governo Micheletti, por sua vez, voltou a dar sinais de que vai revogar as medidas de exceção.

AE, Agencia Estado

30 de setembro de 2009 | 09h44

Expondo a divisão no governo de facto, empresários hondurenhos apresentaram ontem um plano para restituir Zelaya ao cargo, com poderes limitados, como prevê o Acordo de San José - proposto pelo presidente costa-riquenho, Oscar Arias. Mas Zelaya teria de responder aos 18 processos que acumula na Justiça. Segundo o empresário Adolfo Facussé, Micheletti retornaria à Câmara dos Deputados como parlamentar vitalício. A proposta foi debatida em uma reunião entre empresários e o embaixador dos Estados Unidos em Tegucigalpa, Hugo Llorens.

O chefe do Estado-Maior Conjunto de Honduras, general Romeo Vásquez Velásquez, disse que as Forças Armadas apoiam o diálogo, mas se negou a dizer se os militares aceitariam Zelaya de volta à presidência. A fórmula empresarial, entretanto, não parece agradar às Forças Armadas, que são hoje o principal pilar do governo de facto. O general afirmou que os militares se mantêm fiéis à Constituição e à sociedade e não foram os articuladores do golpe que derrubou Zelaya. "Se tivesse partido das Forças Armadas, eu seria o chefe de Estado. Mas não sou e estou subordinado aos três poderes."

As apostas recaem no reconhecimento internacional dos resultados das eleições presidenciais de 29 de novembro e do novo governo, que tomará posse em 27 de janeiro. A questão-chave é definir se o processo eleitoral ocorrerá com a presença de Zelaya na presidência ou se poderá ser conduzido pelo governo de facto. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Tudo o que sabemos sobre:
HondurascrisealiadosMicheletti

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.