Impasse permanece e trava negociação em Honduras

Representantes do governo de facto de Roberto Micheletti e do presidente deposto Manuel Zelaya voltaram ontem a se encontrar para tentar evitar o colapso do diálogo de Guaymuras. A negociação está travada desde quinta-feira. Os dois lados não se entendem sobre qual poder deverá analisar a restituição de Zelaya. Micheletti exige que a questão passe pela Suprema Corte. Zelaya quer que passe pelo Congresso.

AE, Agencia Estado

20 de outubro de 2009 | 08h19

A delegação golpista ofereceu ontem uma nova proposta que conferiria poder soberano às comissões negociadoras, mas submeteria a questão da restituição a "consultas" tanto da Suprema Corte, quanto do Congresso. "Estamos esperando a resposta da outra comissão", disse Vilma Morales, emissária de Micheletti. Na prática, o governo de facto continua a exigir que a Suprema Corte tenha papel central na discussão.

Consultado em agosto, o Judiciário havia se pronunciado contra o Plano de San José, texto do presidente da Costa Rica, Oscar Arias, que serve de base para as negociações entre as duas partes. Para Zelaya, a Corte foi "parte integral do golpe".

Questionada pelo Estado, a negociadora zelaysta Maíra Mejía deixou escapar que partidários do presidente deposto "não querem ser os primeiros a abandonar a mesa" de diálogo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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