Impasse político alimenta violência no Iraque, dizem EUA

O principal comandante militar dos Estados Unidos para a área de Bagdá, o general de brigada Robert Baker, disse hoje que o prolongado impasse político no Iraque encorajou os insurgentes a ampliar seus ataques, além de deixar os civis tão frustrados que eles podem estar escondendo pistas sobre células suspeitas dos rebeldes. Baker também afirmou que existe uma disputa interna de poder entre as milícias xiitas iraquianas.

AE-AP, Agência Estado

29 de setembro de 2010 | 17h29

Baker acredita que os insurgentes sunitas interpretam o vácuo político no Iraque como uma grande chance de minar a credibilidade do governo e das forças de segurança e "acelerar" o descontentamento entre os iraquianos que esperam uma solução.

As eleições gerais de março foram vencidas por uma coalizão apoiada pelos sunitas iraquianos. No entanto, a margem foi tão estreita que o bloco, liderado por Ayad Allawi, não tem cadeiras suficientes no Parlamento para afastar a coalizão de governo do primeiro-ministro Nouri al-Maliki, apoiada pelos xiitas. Al-Maliki tenta permanecer no poder.

"O que eles (os insurgentes) tentarão fazer é acelerar o descontentamento, intimidando os cidadãos com atentados e também desacreditando as forças se segurança que tentam proteger os civis", disse Baker. Ele também afirmou que as milícias xiitas, algumas das quais são suspeitas de possuir laços com o Irã, aumentaram recentemente os ataques contra as tropas norte-americanas que permanecem no Iraque, cerca de 50 mil soldados.

Ele atribui isso a uma disputa de poder entre essas milícias, que desejam levar um suposto crédito pela retirada total das tropas dos EUA, que está prevista para o final de 2011. "Existe uma disputa interna de poder entre os xiitas e isso por si só se manifesta em violência", concluiu.

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