Importação de minério e cobre pela China sobe em dezembro

A Administração Geral Alfandegária da China divulgou hoje os dados preliminares mais recentes sobre importações e exportações dos setores de siderurgia e mineração do país. Entre os dados divulgados, a instituição informou que a China importou 62,16 milhões de toneladas de minério de ferro em dezembro do ano passado, 80% mais do que em igual mês de 2008 e o segundo maior volume já registrado pelo país.

AE, Agencia Estado

10 de janeiro de 2010 | 15h23

Segundo a instituição chinesa, as importações de minério cresceram 22% em dezembro, em comparação com novembro. Em todo o ano de 2009, a China importou 627,78 milhões de toneladas de minério de ferro, uma alta de 41,6% ante 2008. A China é o maior importador de minério de ferro do mundo e obtém a maior parte de seu abastecimento do Brasil, Austrália e Índia.

A instituição chinesa informou também que a China importou 369.368 toneladas de cobre, liga de cobre e produtos semiacabados em dezembro de 2009, um aumento de 29% em comparação com o mesmo mês de 2008 e 27% mais do que em novembro. Em todo o ano passado, as importações chinesas de cobre subiram 62,7% ante 2008, para 4,29 milhões de toneladas.

Já em relação ao carvão, que é o combustível predominante na China e atende a dois terços da necessidade para geração de eletricidade, as exportações caíram pela metade em 2009, para 22,4 milhões de toneladas. Os dados da Administração Geral Alfandegária mostraram que a China exportou 2,07 milhões de toneladas de carvão em dezembro do ano passado, um aumento em relação a novembro, apesar de o clima extremamente frio ter deixado muitas usinas nas regiões Centro e Norte com pouca oferta.

Os dados também mostraram que a China exportou 70 mil toneladas de carvão de coque em dezembro. Com isso, as exportações desse produto em 2009 totalizaram 540 mil toneladas, 95,5% menos que em 2008.

A receita fiscal da China em 2009 pode ter crescido 11,7% em comparação com 2008, para 6,847 trilhões de yuans (US$ 1,002 trilhão), segundo a agência de notícias chinesa Xinhua, que citou o ministro de Finanças do país, Xie Xuren. A receita fiscal chinesa subiu rapidamente, em especial depois de agosto, por causa das baixas bases de comparação do mesmo período do ano anterior, quando a China sofreu os efeitos da crise financeira global. As informações são da Dow Jones.

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